O 8º Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital “Acta Media” começará hoje. Tem o título “Processos Criativos nas Artes: O Tradicional e o Contemporâneo” e terá lugar em São Paulo, 13 a 27 de Agosto de 2010. Coordenação: Prof. Dr. Artur Matuck, ECA & PGEHA e Prof. Dr. Carlos Zibel, FAU-USP.
Para locais e programação consulte o site da COLABOR.

Minha palestra será de 6 ª. Feira, 20 de agosto na Livraria da Vila – Alameda Lorena 1731:
Kutiman, Cornucópia e Copyright
Criatividade sempre constrói sobre o que foi criado antes, o que é contemporâneo em nosso meio cultural do conhecimento, a cultura pop do nosso tempo, sobre os bens coletivos de nossas línguas, se escriturais, musical, visual ou performativa. Isto é evidente no contexto da cultura tradicional Africano, e é evidente nas culturas da Internet.
Entre estes dois encontra-se um período de cerca de 200 anos, durante o qual o conceito de “criatividade individual” foi estabelecido eo coletivo foi negado. Um novo “sujeito criador” constituiu-se no culto do gênio, imaginando uma criação ex nihilo, desconectado do coletivo, totalmente enraizada nesse “indivíduo.” Esta figura discursiva acompanha o surgimento deste indivíduo criativo como um agente económico, um ator individual em um mercado que se tornou cada vez mais industrializado. Este, por sua vez deu origem ao “autor” como uma figura jurídica, o que – em conjunto com aqueles que falaram em seu nome – exigiu o controle econômico e moral total sobre os artefatos culturais que ela criou. O criador individual, que constitui-se contra o coletivo, afirma a partir do mesmo coletivo o direito de excluir outros da posibilidade de construir no topo das suas criações – até 70 anos após sua morte.
Olhando para trás a partir da revolução digital, reconhecemos esta reconfiguração complexa do nosso tecido cultural, a revolução da cultura industrial que começou com a imprensa de Gutenberg, e culminou nas “fábricas de sonhos” do século 20, como uma parêntese. O pêndulo volta do individual para coletiva. Estamos entrando numa nova fase – na prática, na economia e na lei da cultura.
Nesta palestra quero falar sobre a abundância e escassez. E eu quero lhes mostrar alguns mídia.